sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Ano Bissexto

Sinônimo de superstição para algumas pessoas, o "ano bissexto" nada mais é do que uma estratégia matemática e astronômica instituída para corrigir a discrepância existente entre o ano-calendário convencional e o ano solar (tempo que a Terra demora para dar uma volta completa em torno do Sol, que é de 365,24219878 dias).
Um ano tem 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos. Por convenção, esse número é arredondado para 365 dias e 6 horas, o que resulta em três anos de 365 dias e um de 366. Mas essa prática resulta num aumento de onze minutos por ano, razão pela qual é preciso "pular" alguns anos bissextos para não avançar um dia no calendário a cada 400 anos. Assim, os anos múltiplos de 100 não são considerados bissextos (a não ser quando são também múltiplos de 400).
Contrariando a crença popular, o termo "bissexto" não advém do "duplo 6" dos 366 dias desses anos, mas se origina no antigo calendário romano, onde os últimos dias de cada mês eram nomeados conforme o tempo que faltava para a Calendae (primeiro dia) do mês seguinte - como era o 6º dia anterior à Calendae de Março que se duplicava, Fevereiro passava a ter dois "sextos dias".
Vejamos agora algumas curiosidades:

- Em inglês, o ano bissexto é chamado de "Leap year".
- Se não fosse pela instituição do "ano bissexto", em 360 anos o inverno começaria no outono, e em 720, o verão estaria começando no inverno.
- As pessoas nascidas em 29 de fevereiro não aniversariam somente a cada 4 anos, é claro, mas muitos comemoram essa data de maneira diferenciada - e alguns até se acham especiais por conta disso.
- Não sendo bissexto, todo ano termina no mesmo dia da semana em que se iniciou, e seus meses de Fevereiro, Março e Novembro também começam sempre no mesmo dia.
- Nenhum século teve início numa quarta-feira, sexta-feira ou num sábado.
- O calendário se repete a cada 28 anos, com os dias do mês "caindo" nos mesmos dias da semana.

Bom final de mês a todos e um ótimo "mês que vem".

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

São as águas de março fechando o verão...

Todo verão é a mesma história: tempestades com relâmpagos, comuns nesta época do ano, danificam milhares de aparelhos elétricos e eletroeletrônicos. O Brasil é campeão nesse quesito, especialmente no período que vai de dezembro a março, porque a ausência de aterramento nos imóveis faz com que a descarga resultante da queda dos raios acabe se dissipando pelo cabeamento da rede elétrica, pela fiação telefônica e até pelo cabo da antena da TV (consulte outras postagens aqui no Blog sobre esse assunto).
Temporais podem provocar a queima de modems, placas, aparelhos de fax, televisores, monitores de vídeo, refrigeradores e outros equipamentos - quanto mais circuitos eletrônicos o aparelho tiver, maior será o risco de ele ser danificado; um computador ou uma TV, por exemplo, são mais suscetíveis do que um refrigerador ou uma lavadora de roupas.
Então, para prevenir aborrecimentos, desligue todos os aparelhos (inclusive das tomadas) diante do prenúncio de um temporal com relâmpados - e no caso de faltar força, só volte a ligá-los depois que o fornecimento estiver estabilizado.
Usar um filtro de linha ajuda, mas o melhor é optar por um estabilizador - que além de contar com um filtro dedicado, também ajusta a tensão da energia para um nível próximo do ideal, sendo capaz de proteger os equipamentos de sobrecargas, sub e sobretensões e surtos de energia. Antes de comprar um estabilizador, verifique se o modelo atende à norma NBR 14373:2006, estabelecida pelo Inmetro, que começou a valer no início deste ano. Ela determina que esses produtos ofereçam alguns recursos até então opcionais, tais como a inclusão de filtros de linha; protetores contra surtos de tensão; desligamento automático da saída do estabilizador (quando a tensão estiver fora das condições de operação); proteção térmica adicional contra sobrecarga, aumento da faixa de tensão de entrada (45% em redes 110 v, 115 v, 120 v e 127 v e 40% em 220 v) e sensor de potência (que desliga o estabilizador no caso de os equipamentos superarem sua capacidade de proteção).
Vale lembrar que o no-break é uma solução mais completa, já que conta com baterias internas e permite ao usuário salvar seus arquivos, encerrar os programas e desligar corretamente o computador durante um apagão.
Boa sorte.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Windows Live Messenger

Manter o sistema operacional e os demais aplicativos atualizados é essencial para quem se preocupa com segurança virtual. Isso porque a instalação de correções - ou o upgrade para uma versão posterior do programa, quando disponível - geralmente livra os usuários dos efeitos nocivos de possíveis bugs (falhas) e brechas de segurança.
Como já foi dito e repetido aqui no Blog, o Windows dispõe de um serviço de atualizações automáticas, que deve ser adequadamente configurado para que as correções críticas sejam implementadas, embora não custe nada rodar o Windows Update ou o Microsoft Update manualmente (para quem não sabe a diferença, o primeiro atua apenas em nível do sistema operacional e seus complementos, ao passo que o segundo permite localizar e descarregar também possíveis atualizações para outros produtos Microsoft - como os componentes do MS Office, por exemplo).
Os demais aplicativos (não - Microsoft) devem ser atualizados manualmente, seja via menu (quando existir a opção correspondente), seja através dos websites dos respectivos fabricantes. Não custa lembrar que o site da Secunia oferece um serviço on-line que varre seu computador, identifica programas desatualizados e oferece links para a correção dos problemas (mais informações na postagem de 28 de Janeiro passado).
Já o popular Windows Live Messenger - nome com o qual o MSN Messenger foi rebatizado no ano passado - não é contemplado (não sei por que) nem pelo WU, nem pelo MU. Assim, o jeito é clicar no menu Ajuda do programa, escolher a opção "Sobre o Messenger" e comparar a versão instalada com a que é oferecida pela Microsoft em http://get.live.com/messenger/overview.
Qualquer versão anterior a 8.5 (do final do ano passado) justifica a atualização, mas os intrépidos pioneiros talvez queiram experimentar o WLM 9.0.1407.1107 (beta, e em inglês), que pode ser obtido em http://superdownloads.uol.com.br/download/154/windows-live-messenger-beta/.
Eu instalei e gostei.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Invasões, invasores e outros conceitos

O termo "Hacker" tem origem nobre e foi cunhado em meados do século passado para designar, originalmente, pessoas aficionadas por computadores, que utilizavam sua vasta bagagem tecnológica para fins éticos e legítimos.
Claro que sempre existiram hackers mal-intencionados (afinal, toda atividade tem suas ovelhas-negras), mas os legítimos representantes dessa controversa categoria têm como propósito aprimorar seus conhecimentos, mesmo que para tanto acabem invadindo sistemas e explorando brechas em programas (alguns até colaboram com os fabricantes e oferecem sugestões para correções de bugs nos aplicativos).
Para um hacker "do bem", um sistema seguro seria como o Monte Everest para um alpinista: um desafio. Bill Gates e Steve Jobs (fundadores da Microsoft e da Apple, respectivamente) são bons exemplos de "Old School Hackers" - hackers tradicionais, da "velha escola". Seus conhecimentos tecnológicos e apurado tino comercial tornaram-nos verdadeiros ícones da indústria de softwares, embora haja quem não ache muito ético Gates ter adquirido os direitos do QDOS por "apenas" US$ 50 mil, rebatizado o programa como MS-DOS e dado o primeiro passo para a criação do sistema operacional mais bem sucedido da história (mas isso é pra quem pode, não pra quem quer).
Por outro lado, Kevin Mitnick ganhou (má) fama na década de 1980, quando, aos 17 anos, invadiu o Comando de Defesa do Espaço Aéreo Norte-Americano (dizem até que ele chegou a figurar na lista das pessoas mais procuradas pelo FBI).
Importa mesmo dizer que os pichadores de sites, criadores de vírus e ladrões virtuais não devem ser chamadas de hackers - a própria comunidade cunhou o termo "Cracker" para diferenciar os cibercriminosos, mas, por qualquer razão insondável, essa distinção costuma ser solenemente ignorada pela mídia.
Os hackers (por assim dizer) se dividem em diversas categorias, de acordo com seus propósitos e "modus operandi", mas, numa conceituação simplista, podemos dizer que existem os "bonzinhos" (White Hats) e os "vilões" (Black Hats).
Os hackers "do bem" invadem sistemas para exercitar seus talentos - alguns usam seus avançados conhecimentos para criar ou aprimorar softwares e torná-los mais seguros, outros ganham a vida testando a segurança de sistemas de grandes empresas e corporações, mas há ainda os privilegiados que conseguem fazem fortuna - como é o caso de Larry Page e Sergey Brin, criadores do que era inicialmente um mecanismo de pesquisa que eles resolveram batizar de Google... e o resto é história.
Já os hackers "do mal" utilizam a Engenharia Social - vigarice virtual - para explorar a boa-fé ou a ganância dos usuários, obtendo de bandeja informações preciosas, notadamente senhas bancárias e números de cartões de crédito. Claro que eles também se valem de programas em suas práticas escusas - e por vezes nem têm o trabalho de criá-los; existe um vasto leque de ferramentas prontas disponíveis nas centenas de milhares de "webpages hacker", aspecto que facilita sobremaneira a vida dos newbbies (novatos).
Para obter senhas, por exemplo, os piratas de rede utilizam de simples adivinhações a algoritmos que geram combinações de letras, números e símbolos. O método de quebrar senhas por tentativa e erro é conhecido como "brute force attack", no qual o malfeitor experimenta todas as combinações possíveis para obter o acesso; outra maneira consiste em usar um "dictionary attack", que insere nos campos de senhas palavras obtidas em dicionários (pode demorar, mas geralmente acaba dando certo).
Já os vírus de computador - que estão comemorando seu 25º aniversário - causaram muita dor de cabeça a usuários incautos (e mesmo aos mais cautelosos), mas, como geralmente não proporcionam vantagens financeiras a seus criadores, andam meio que "em baixa". Entretanto, com mais de meio milhão de pragas virtuais conhecidas, é preciso tomar muito cuidado com anexos de e-mail e links maliciosos (formas mais comuns de propagação dessas pestes), bem como com programas de mensagens instantâneas, webpages duvidosas e redes peer-to-peer.
Outras ferramentas comuns dos invasores virtuais são os "trojans" (modalidade de malware já comentada aqui no blog em diversas oportunidades) e os "keyloggers" (programinhas que registram as teclas pressionadas pelo usuário legítimo e repassam essa informação ao cibercriminoso que dispuser do módulo cliente). Ao executar um código aparentemente inocente, você estabelece uma conexão entre seu computador e o sistema do invasor, que poderá então obter informações confidencias, roubar sua identidade ou transformar sua máquina em um zumbi (ou "bot") para enviar spam ou desfechar ataques DDoS.
Para concluir esta postagem, vale lembrar que quase tudo tem várias facetas e aplicações; praticamente qualquer coisa – de uma simples faca de cozinha a um automóvel – pode se tornar uma arma letal se utilizada por pessoas mal-intencionadas. E a popularização da internet facilitou o entrosamento dos crackers com pessoas de interesses semelhantes no mundo inteiro, aspecto em grande parte responsável pelo crescimento assombroso da bandidagem virtual.
Barbas de molho, minha gente.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Que calor!

Embora este verão esteja sendo um tanto atípico (às vezes parece até que já estamos no outono), tem havido dias de muito calor, com temperaturas superando facilmente a marca dos 30ºC.
Quando os computadores domésticos não passavam de um sonho, as empresas que utilizavam grandes mainframes já precisavam mantê-los em salas refrigeradas, porque o calor excessivo atrapalhava o funcionamento desses aparelhos. E embora muita coisa tenha mudado de lá pra cá - os computadores encolheram e se tornaram amplamente utilizados no âmbito pessoal - essas máquinas marvilhosas continuam a se não dar bem com altas temperaturas.
Aparelhos elétricos, eletrônicos e eletro-eletrônicos necessitam de energia elétrica para funcionar e dissipam boa parte dela sob a forma de calor. O PC integra diversos componentes que "aquecem" bastante durante o uso, e sem um sistema eficiente de refrigeração, ele não funcionaria por mais de alguns minutos - ou mesmo alguns segundos, no caso de o processador superaquecer.
Antigamente, a ventoinha incorporada à fonte de alimentação - que funciona como exaustor, expelindo o ar quente do interior do gabinete e "sugando" ar fresco do ambiente - era suficiente para manter a temperatura interna do gabinete sob controle. Aliás, até o tempo dos 386, as CPUs nem mesmo utilizavam um "fan" (aquele micro ventilador incorporado ao cooler dos processadores mais modernos).
Hoje, todavia, com um hardware muito mais "poderoso" - não estou falando somente da CPU, mas também dos HDs, leitores/gravadores de CDs e DVDs, módulos de memória, placas gráficas de alto desempenho e outros que tais -, além dos coolers do processador, do chipset e da placa gráfica e, às vezes, até do HD -, é preciso contar com o auxílio de ventiladores adicionais responsáveis e estrategicamente instalados, de modo a otimizar a circulação do ar no interior do case (principalmente em climas quentes como o nosso).
Para evitar problemas - de simples travamentos à queima de componentes - mantenha seu PC num local ventilado. Em dias muito quentes, se não houver um sistema de ar-condicionado, ligue um ventilador doméstico na velocidade intermediária e direcione-o para as entradas de ar do gabinete (que devem ser mantidas desobstruídas).
De tempos em tempos (conforme o uso e as condições do local onde a máquina opera) abra o case e, com um pincel macio e um aspirador de pó, remova as impurezas acumuladas sobre as placas (de sistema e de expansão), soquetes, slots, módulos e - principalmente - ventiladores.
Observe se o móvel onde você colocou sua máquina não limita a circulação de ar (o gabinete deve ficar alguns centímetros afastado da parede e/ou das divisórias da mesinha, notadamente nos pontos em que existem ranhuras ou furinhos destinados à ventilação interna); evite amontoar roupas ou usar toalhinhas sobre o case e jamais ligue o PC sem antes remover aquela famigerada capa plástica de proteção.
No caso de computadores portáteis, a situação é pior, já que seus componentes ficam confinados num espaço ainda mais exíguo. Evite operar um laptop no colo (já que as aletas de ventilação ficam geralmente na parte inferior do aparelho), sobre mantas, cobertores ou mesas recobertas por toalhas plásticas (se puder, adquira um daqueles suportes que mantém a máquina alguns centímetros distante da mesa, como os modelos da Clone e da APC, dentre outros).
A maioria dos PCs permite conferir a temperatura do processador e, às vezes, do interior do gabinete, mas para isso é preciso reiniciar a máquina e acessar o CMOS Setup. Para ficar de olho na temperatura mais facilmente, você pode instalar um termômetro digital (há vários modelos disponíveis no mercado) ou utilizar um software como o HWMonitor, por exemplo, que é gratuito e compatível com os sensores da maioria das placas-mãe atuais (mais informações e download em www.cpuid.com/hwmonitor.php).
Uma boa semana a todos.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Revisitando Atalhos (parte final)

Hoje seria "dia de humor", mas para não quebrar a sequência de postagens sobre os atalhos, resolvi publicar a parte final e terminar de uma vez com essa "novela". Antes, porém, segue uma fábula Hindu bastante interessante.

Os Cegos, o Elefante e a Verdade.

Reza um lenda do folclore hindu que três sábios cegos discutiam sobre a Verdade, quando se depararam com um elefante. Ao tocar a barriga do animal, o primeiro sábio disse que estavam diante de uma parede; tocando-lhe a cauda, o segundo disse que não havia parede alguma, mas sim uma corda. Já o terceiro, ao passar a mão pela tromba do paquiderme, pôs-se a gritar para os amigos que fugissem, porque uma enorme serpente os iria atacar. Moral da história: diante da verdade, os homens pegam uma parte, pensam que é o todo e continuam tolos!

Voltando agora ao assunto em pauta, vamos conhecer alguns executáveis úteis e saber como rodá-los facilmente via menu Executar (para tanto, basta clicar em Iniciar > Executar - ou pressionar a tecla com o logotipo do Windows juntamente com a letra "R" -, digitar o comando correspondente à função desejada e clicar em "OK"):

Accwiz.exe - Convoca o Assistente de Acessibilidade.
Calc.exe - Abre a Calculadora do Windows.
Charmap.exe - Abre o Mapa de Caracteres.
Chkdsk.exe - Executa a ferramenta de localização e correção de erros no disco rígido.
Cleanmgr.exe - Executa a Limpeza de Disco.
Cmd.exe - Abre o Prompt de Comando do DOS.
Comexp.msc - Abre a tela dos Serviços de Componentes.
Compmgmt.msc - Abre a tela do Gerenciamento do Computador.
Control.exe - Abre o Painel de Controle do Windows.
Dxdiag.exe - Roda a ferramenta de Diagnóstico do Direct X.
Eudcedit.exe - Abre o Editor de Caracteres Especiais.
Eventvwr.msc - Abre a ferramenta Visualizar Eventos.
Explorer.exe - Abre o Windows Explorer.
Gpedit.msc - Abre a janela das Diretivas de Grupos.
Magnify.exe - Executa a Lente de aumento do XP.
Msconfig.exe - Convoca o utilitário de configuração do Sistema.
Mshearts.exe - Executa o Jogo de Copas.
Mspaint.exe - Abre o aplicativo Paint (editor de imagens).
Netsetup.exe - Executa o Assistente para configuração de rede doméstica.
Notepad.exe - Abre o Bloco de Notas.
Ntbackup.exe - Abre o Assistente de Backup e restauração.
Osk.exe - Executa o Teclado Virtual.
Perfmon.msc - Abre a tela dos Serviço de Componentes.
Pergmon.exe - Executa o Gerenciador de Desempenho do XP.
Regedit.exe - Abre o Editor do Registro do Windows.
Rstrui.exe - Executa o Assistente para Restauração do Sistema.
Secpol.msc - Abre a tela das Diretivas de Segurança Local.
Services.msc - Abre a tela dos Serviços do Windows.
Sol.exe - Executa o jogo de Paciência (Solitaire).
Spider.exe - Executa o jogo Spider.
Taskmgr.exe - Abre o Gerenciador de Tarefas do Windows.

O XP permite também que o usuário crie atalhos personalizados para programas que utiliza com maior freqüência. Para tanto, basta combinar duas teclas de modificação (Ctrl, Shift e Alt) com letras, números ou outros caracteres à sua escolha (evite combinações que remetam a atalhos nativos de programas):

1- Localize o aplicativo desejado clicando em Iniciar > Todos os Programas.
2- Dê um clique direito na entrada do programa em questão e escolha Propriedades.
3- Na próxima tela (que será exibida a partir da aba Atalho), clique dentro do campo Tecla de Atalho (não é preciso selecionar ou apagar a palavra "Nenhum"), pressione simultaneamente duas teclas de modificação (Ctrl+Alt, por exemplo) e adicione o caractere que você deseja utilizar.
4- Quando a combinação escolhida aparecer, clique em OK.
5 - Se quiser eliminar o atalho criado, repita os mesmo passos e, no campo Tecla de Atalho, apague a combinação de teclas (basta clicar sobre ela e pressionar Delete ou Backspace). A palavra "Nenhum" tornará a aparecer e o atalho personalizado deixará de funcionar.

Um bom final de semana a todos.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Revisitando Atalhos (parte 3)

Vejamos agora alguns atalhos para o Internet Explorer:

ALT + HOME - Abre a página inicial.

ALT + F4 - Fecha todas as abas e encerra o navegador (use CTRL + ALT + F4 para fechar todas as abas, menos a janela ativa).

BARRA DE ESPAÇO - Rola a tela para baixo; use SHIFT + BARRA DE ESPAÇO para rolar a tela para cima.

CTRL + B - Abre a caixa de diálogo Organizar Favoritos.

CTRL + D - Adiciona a página atual nos Favoritos.

CTRL + E - Abre a barra de Pesquisas.

CTRL + F - Inicia o utilitário Localizar (convém clicar no início da página antes de executar o atalho, para iniciar a pesquisa a partir dali).

CTRL + H - Abre a barra de Histórico (use CTRL + SHIFT + H se preferir que o histórico não se sobreponha aos elementos da página).

CTRL + I - Abre a barra de Favoritos.

CTRL + L - Abre a caixa de diálogo Abrir.

CTRL + N - Inicia outra instância do navegador com o mesmo URL.

CTRL+ P - Abre a caixa de diálogo Imprimir.

CTRL + Q - Permite visualizar miniaturas das abas; clique na miniatura para ativar a aba correspondente.

CTRL + R - Atualiza a página atual.

CTRL + T - Abre uma nova guia em branco.

CTRL + TAB e CTRL + SHIFT + TAB - Alterna entre as abas (para frente e para trás, respectivamente).

CTRL + W - Fecha a janela atual.

F3 - Abre a caixa de diálogo Localizar.

F4 - Exibe a listinha da barra de endereços.

F5 - Atualiza (recarrega) a página atual.

F6 - Seleciona o texto da barra de endereços.

F11 - Abre a página em tela cheia (tecle F11 novamente para a tela voltar ao normal).

HOME - Exibe o topo da página (tecle END para exibir o final da página).

PAGE UP e PAGE DOWN - Rolam a tela para cima ou para baixo, respectivamente.

SETAS DE DIREÇÃO - Rolam a tela conforme a direção da seta escolhida - acima, abaixo, à esquerda ou à direita.

TAB - Avança link por link ou de objeto em objeto na página; use a BARRA DE ESPAÇO para selecionar (se for um campo de marcação) ou tecle ENTER para abrir (se for um botão ou link). Use SHIFT + TAB para retroceder pelos links ou objetos.


Atalhos para editores de textos (alguns funcionam também no Windows Explorer):

SETA À ESQUERDA - Retorna o cursor para o caractere imediatamente anterior.

SETA À DIREITA - Avança o cursor o caractere seguinte.

SETA ACIMA - Mover o cursor para a linha de cima, na mesma coluna.

SETA ABAIXO - Move o cursor para a linha de baixo, na mesma coluna.

SHIFT + SETA À ESQUERDA - seleciona a porção de texto à esquerda do cursor (mantenha SHIFT pressionado e vá teclando SETA À ESQUERDA).

SHIFT + SETA À DIREITA - Idem ao anterior, só que à direita do cursor.

SHIFT + SETA ACIMA - Seleciona a porção de texto compreendida entre a linha atual e a linha superior, na mesma coluna (mantenha SHIFT pressionada e vá teclando SETA ACIMA para ampliar o bloco de texto).

SHIFT + SETA ABAIXO - Idem ao anterior, só que linhas abaixo.

HOME - Posiciona o cursor no início da linha.

END - Posicionar o cursor no final da linha.

SHIFT + HOME - Seleciona a porção de texto do cursor até o início da linha.

SHIFT + END - Idem ao anterior, só que até o fim da linha.

PAGE UP - Rola uma tela acima.

PAGE DOWN - Rola uma tela abaixo.

INSERT - Alterna entre inserir ou substituir caracteres durante a digitação.

DELETE - Exclui caracteres à direita do cursor.

BACKSPACE - Exclui caracteres à esquerda do cursor.

SHIFT + tecla - Insere o símbolo secundário da tecla, se existir (no caso de letras, alterna para caixa alta).

ALT + tecla - Insere o símbolo terciário da tecla (quando ela apresenta três símbolos impressos).

CAPS LOCK - Mantém o texto em caixa alta (pressione a tecla novamente para retornar ao modo normal).


Atalhos para o Mapa de Caracteres (após selecionar um caractere da grade, você pode mover-se pelos demais utilizando atalhos de teclado):

CTRL + END - Seleciona o último caractere.

CTRL + HOME - Seleciona o primeiro caractere.

SETA ACIMA - Move para a linha imediatamente superior.

SETA ABAIXO - Move para a linha imediatamente inferior.

END - Move para o fim da linha.

HOME - Move para o início da linha.

PAGE DOWN - Move uma tela abaixo (de cada vez).

PAGE UP - Move uma tela acima (de cada vez).

SETA À DIREITA - Move para a direita ou para o início da próxima linha.

SETA À ESQUERDA - Move para a esquerda ou para o final da linha anterior.

BARRA DE ESPAÇO - Alterna entre os modos Ampliado e Normal, quando um caractere está selecionado.

Amanhã a gente conclui (ufa!).

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Revisitando Atalhos (parte 2)

Vejamos agora alguns atalhos específicos, começando pelos comandos em caixas de dialogo:

ALT + Letra grifada - Executa o comando correspondente ou seleciona a opção correspondente, conforme o caso.

CTRL + SHIFT+TAB - Recua pelas guias.

CTRL + TAB - Avança pelas guias.

ENTER - Executa o comando para a opção ativa ou botão.

SHIFT + TAB - Recua pelas opções.

BARRA DE ESPAÇO - Seleciona ou limpa a caixa de verificação (se a opção ativa for uma caixa de verificação).

TAB - Avança pelas opções.

F1 - Exibe a Ajuda do programa ativo.

F4 - Exibe os itens da lista ativa.

Teclas de seta - Seleciona um botão, se a opção ativa for um grupo de botões.



A lista abaixo apresenta uma série de atalhos com a tecla de "Logo" do Windows (que, na maioria dos teclados modernos, fica localizada entre as teclas CTRL e ALT, na extremidade inferior esquerda, próximo à Barra de Espaço). Confira:

Win - Exibe ou oculta o menu Iniciar (use as setas para navegar pelas opções e dê ENTER para abrir um item).

Win + D - Exibe a área de trabalho.

Win + E - Abre a janela Meu computador.

Win + F - Pesquisa um arquivo ou pasta.

Win + F1 - Exibe Ajuda do Windows.

Win + L - Trava o teclado.

Win + M - Minimiza todas as janelas abertas.

SHIFT + Win + M - Restaura as janelas minimizadas.

Win + PAUSE/BREAK - Exibe a tela das Propriedades do Sistema.

Win + R - Abre a caixa de diálogo Executar.

Win + U - Abre o Gerenciador de Utilitários.



Vejamos também alguns atalhos para o Windows Explorer:

BACKSPACE - Abre a pasta pai (um nível acima).

CTRL + Z - Desfaz a última ação de edição, se possível (tome cuidado ao usar esse atalho, porque você pode apagar inadvertidamente arquivos copiados ou reverter arquivos que foram renomeados ou movidos).

END - Exibe o pé da janela ativa.

HOME - Exibe o topo da janela ativa.

SETA À ESQUERDA - Recolhe a seleção atual, se estiver expandida, ou seleciona a pasta pai.

SETA À DIREITA - Exibe a seleção atual, se estiver recolhida, ou seleciona a primeira subpasta.

NUM LOCK + asterisco (*) - Exibe todas as subpastas da pasta selecionada.

NUM LOCK + sinal de adição (+) - Exibe o conteúdo da pasta selecionada.

NUM LOCK + sinal de subtração (-) - Recolhe pasta selecionada.


Amanhã a gente continua. Até lá.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Revisitando Atalhos de Teclado.

A interface gráfica e o implemento do mouse facilitaram sobremaneira o uso do computador. Por conta disso, muita gente se sente perdida quando o simpático ratinho resolve não colaborar, esquecendo ser possível fazer "quase tudo" com o auxílio dos atalhos de teclado - ou seja, combinações de teclas que, pressionadas de forma seqüencial ou simultânea (conforme o caso), executam as mais diversas funções.
Nesta postagem e nas seguintes - porque o assunto é extenso -, você verá diversas listas de atalhos práticos e funcionais (que eu sugiro copiar e manter sempre à mão, para futuras referências), começando por uma relação de atalhos nativos do Windows. Vale lembrar que o sinal de adição ("+") significa que as teclas devem ser pressionadas simultaneamente.

ALT + a letra grifada em um nome de menu - Exibe o menu correspondente; utilize o bloco de setas para navegar, tecle ENTER para confirmar ou pressione BARRA DE ESPAÇO para marcar ou desmarcar.

ALT + ENTER - Exibe as propriedades do objeto selecionado.

ALT + ESC - Permite navegar pelas janelas na ordem em que elas foram abertas.

ALT + F4 - Fecha a janela ativa ou encerrar o programa ativo; se nenhuma janela estiver aberta, o atalho exibe a caixa de diálogo "Desligar o computador".

ALT + BARRA DE ESPAÇO - Aciona o menu de atalho da janela ativa; use para maximizar, minimizar ou restaurar janelas pelo teclado.

ALT +TAB - Alterna as janelas abertas; mantenha ALT pressionada e tecle TAB até visualizar a janela desejada. Use SHIFT + ALT + TAB para alternar as janelas abertas, só que selecionando as anteriores, ao invés das seguintes.

BACKSPACE - Exibe a pasta um nível acima em Meu Computador ou no Windows Explorer.

CTRL enquanto arrasta um item - Copia o item selecionado.

CTRL + A - Faz o mesmo que o comando Selecionar Tudo.

CTRL + ALT + DEL - Abre o Gerenciador de tarefas.

CTRL + C - Faz o mesmo que o comando Copiar.

CTRL + V - Faz o mesmo que o comando Colar.

CTRL + X - Faz o mesmo que o comando Recortar.

CTRL + Z - Desfaz a última ação de edição.

CTRL + ESC - Exibe o Menu Iniciar.

CTRL + F4 - Fecha o documento ativo em programas que permitem trabalhar com vários documentos abertos.

CTRL + SHIFT com qualquer tecla de seta - Seleciona um bloco de texto.

CTRL + SHIFT enquanto arrasta um item - Cria um atalho para o item selecionado.

CTRL + SHIFT + ESC - Abre o Gerenciador de Tarefas e permite finalizar programas travados, dentre outras ações.

CTRL + TAB - Alterna as abas abertas (desde que o programa utilizado suporte abas, evidentemente); em alguns casos, alterna documentos abertos. Use SHIFT + CTRL + TAB para retroceder pelas abas, ao invés de avançar.

ESC - Cancela a tarefa atual.

F1 - Abre a Ajuda do programa em execução.

F2 - Renomeia o item selecionado.

F3 - Pesquisa um arquivo ou pasta.

F4 - Exibe a Barra de Endereços em Meu Computador ou no Windows Explorer.

F5 - Atualizar a janela ativa.

F6 - Permite navegar pelos elementos da tela em uma janela ou no desktop.

F10 - Seleciona os menus do programa atual (use as setas do teclado para navegar por eles).

PRINT SCREEN - Copia uma imagem da Área de Trabalho para a Área de Transferência, permitindo que você a cole num arquivo do Paint ou de um editor de textos que aceite imagens - como o Word, por exemplo. Use ALT + PRINT SCREEN para copiar apenas a janela ativa (aquela que está em primeiro plano).SHIFT com qualquer SETA - Seleciona mais de um item em uma janela no desktop ou texto em um documento.

SHIFT + DEL - Exclui o item selecionado permanentemente, sem que ele passe pela Lixeira.

SHIFT + F10 - Corresponde a clicar com o botão direito do mouse no objeto selecionado; use as setas para escolher um item do menu, e ENTER para "clicá-lo". Obs.: Mantendo a tecla SHIFT pressionada, ao inserir um CD no drive, você impede a execução automática do disco.

Amanhã a gente continua.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Revisitando o HD - final

O post desta segunda-feira fecha a trilogia sobre HDs que iniciamos na semana passada. Passemos à matéria:

Impactos, variações de tensão, reinicializações inesperadas e desligamentos incorretos podem acarretar morosidade no funcionamento do HD - ou até mesmo inutilizá-lo fisicamente, em casos extremos.

Com o PC desligado, as cabeças eletromagnéticas do drive ficam em posição de descanso, dali saindo somente quando os pratos já tiverem alcançado sua rotação máxima, e para lá retornando sempre que o dispositivo tornar a ficar ocioso. Uma interrupção inesperada no fornecimento de energia (ou mesmo um pico de tensão) pode propiciar o surgimento de setores defeituosos - quando os discos param de girar, o efeito "colchão de ar" desparece.

Para prevenir danos físicos, drives modernos recolhem automaticamente as cabeças quando a energia é cortada, mas isso não evita a perda de dados. Visando agilizar as operações de gravação, todos os arquivos (e especialmente os menores) são salvos no cache de disco - que é criado pelo sistema operacional usando parte de memória RAM - e no cache do próprio HD - buffer que utiliza memória SRAM, igualmente volátil - antes de ser transferidos para os discos magnéticos. Um desligamento abrupto pode fazer com que esses dados se percam (e o mesmo vale para as últimas alterações em arquivos que você acreditava terem sido salvos). Para evitar que isso aconteça, só usando um no-break (dispositivo que armazena uma reserva de energia suficiente para o usuário salvar adequadamente seu trabalho, fechar os aplicativos, finalizar o Windows e desligar corretamente o PC).

Nenhuma mídia magnética é totalmente confiável; pequenas falhas nos discos podem acarretar erros de leitura, sobretudo em modelos de alta densidade e rotação elevada. Assim, os fabricantes utilizam sistemas de correção de erros (ECC) - como aqueles usados em módulos de memória para servidores - cujo gerenciamento fica a cargo da placa lógica, num processo automático e completamente transparente ao sistema operacional. Erros transitórios, que podem ser corrigidos com auxílio dos códigos ECC, são chamados de "soft errors", e geralmente não causam problemas além de um delay de poucos milissegundos na leitura dos dados. 

Diante de erros mais graves, todavia - e se não for capaz de corrigi-los - a controladora tenta recuperar os dados do(s) setor(es) problemático(s) e então substitui-los (os clusters danificados, não os dados) por "endereços bons". No início do disco existe uma área chamada "defect map", que contém milhares de setores reservados para esse fim, mas eles irão se esgotar, caso o HD apresente erros crônicos, e aí os badblocks se tornarão visíveis. A solução então é rodar o chkdsk, que irá isolar esses setores numa área reservada da partição.

Por melhores que sejam as condições de trabalho, os HDs têm vida útil relativamente curta (uns dois ou três anos de utilização contínua), e o surgimento sistemático de bad blocks costuma preceder problemas ainda mais sérios. Se os setores danificados estiverem próximos uns dos outros, você até pode tentar reparticionar o HD e isolar a área problemática, mas o melhor mesmo é providenciar o backup dos dados e substituir o drive com a possível urgência.

Na hora de comprar um HD novo, alguns cuidados devem ser observados, a começar pela relação custo x benefício: HDs de 160 GB podem custar poucos reais mais caro do que um modelo de 120 GB, por exemplo. Seja como for, antes de sacar seu poderoso cartão de crédito, assegure-se de que o HD que você pretende adquirir é compatível com sua placa de sistema. Computadores antigos podem ter dificuldade em reconhecer discos de grandes capacidades, mesmo que você faça uma atualização do BIOS (procedimento que não só é chato como nem sempre apresenta os resultados desejados).

Se for substituir sua unidade de disco - ou se estiver montando agora o seu PC, ou ainda se for comprar uma máquina pronta), prefira usar HDs do padrão SATA, que operam com transmissão serial de dados e representam uma opção mais vantajosa no mesmo nível de preço dos discos IDE/ATA paralelo (PATA). Essa nova tecnologia permite fácil transição, instalação e configuração (as rotinas de software, do ponto de vista do sistema operacional e dos programas, não exigem qualquer modificação), dispensando o ajuste master/slave feito por jumpeamento nos drives convencionais. Além disso, o SATA suporta o Plug and Play real (os drives podem ser conectados/desconectados com o computador ligado), e seus cabos, bem mais finos que os flat-cables usados nas interfaces IDE, favorecem a circulação de ar no interior do gabinete. Note, porém, que o upgrade em uma máquina antiga só será possível se a placa-mãe suportar o SATA e disponibilizar as interfaces respectivas. (coisa que você certamente não encontrará num PC com dois ou mais anos de estrada).

Caso não haja alternativa ao IDE - que suporta até quatro drives (aí considerados tanto o HD quanto leitores/gravadores de CDs e /ou DVDs) -, se seu PC tiver apenas um HD e uma leitora (ou gravador) de CD/DVD, convém instalá-los em controladoras separadas, para evitar degradação de desempenho. Caso haja três dispositivos, mantenha o HD principal sozinho (configurado como Master) na IDE primária (a maneira de fazer essas configurações e de conectar os drives às interfaces foi abordada em detalhes no volume 2 da Edição Especial da Coleção Guia Fácil Informática - Monte seu PC).

Para encerrar, resta mencionar os SSDs ou "Solid State Disks" (discos de estado sólido) de grande capacidade. Numa conceituação elementar, os SSDs são "HDs" que utilizam chips de memória Flash ao invés de discos magnéticos, podendo substituir os drives convencionais dos padrões SATA ou IDE. Embora sua taxa de transferência seja comparável à dos HDs tradicionais, seu tempo de acesso é extremamente baixo, aspecto que melhora o desempenho em um vasto leque de aplicações e reduz sensivelmente o tempo de boot. 

Além disso, esses dispositivos consomem pouca energia, são bastante resistentes (trata-se de um chip, não de um disco magnético com cabeças cabeças de leitura e gravação separadas por espaços micrométricos) e extremamente silenciosos. Por outro lado, enquanto o preço da memória Flash não cair a ponto de tornar seu uso mais "popular", esses drives ficarão restritos a notebooks ultraportáteis, onde suas vantagens são mais bem aproveitadas.

Tenham todos uma excelente semana.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Humor...

No post desta sexta-feira, confira o que seu computador sempre quis lhe dizer, mas você nunca teve coragem de entender:

BATCH - O mesmo que byte (dotô, ele sempre me batch).
BOOT - Gíria (aí maninho, vai passando logo esse boot).
BYTE - Agredir (ele sempre me byte).
DATE - Mandar alguém deitar (date aí!).
DEBUG - Transporte (adoro andar debug).
EXCEL - Expressão de admiração (excel lindo!).
FAIL - Oposto de bonito (ele é Fail).
FILE - Comunicar (não file comigo).
HOME - Expressão do agreste (home cabra da peste).
LABEL - Parte carnosa que envolve a boca (ela passou baton no label).
PAINT - Instrumento usado para desembaraçar o cabelo (empresta o paint?).
PEN ON - Profissão de migrante nordestino (pen on de obra).
STEP - Acessório (O step está careca).
VGA - Atividade profissional (precisa-se de VGA noturno).
VIEW - Enxergar (você view aquela garota?).
WINDOWS - Resposta de criança (mãe, já tô windows).

Desejo a todos um ótimo final de semana. Segunda-feira a gente conclui a trilogia do HD.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Cautela e canja de galinha...

Aos leitores que vêm acompanhando a trilogia do HD, apresento minhas desculpas por não ter concluído a parte final a tempo de postá-la nesta quinta-feira - e como amanhã é "dia de humor", o desfecho terá de ficar para a semana que vem. Hoje, voltaremos a tratar de um assunto recorrente aqui no blog, que é a (in)segurança virtual.
Como venho sempre alertando meus leitores, navegar na Web está mais para um safári do que para um bucólico passeio no parque. Em abono dessa tese, uma matéria publicada na página "segurança" do caderno de informática da Folha de São Paulo de ontem apresenta Mikko Hyppönen como o "caçador de vírus" da F-Secure - fabricante do antivírus de mesmo nome e de outras renomadas ferramentas para proteção de computadores.
Segundo o especialista finlandês, os cibercriminosos brasileiros estão entre os mais atuantes do mundo e agem basicamente de duas formas: praticando o "deface" (pichação virtual de websites) e, em maior escala, cometendo fraudes bancárias.
Como os Bancos vêm aprimorando a segurança interna de seus sistemas, o alvo preferido da bandidagem é o cliente, já que muitos usuários domésticos de computadores continuam sendo relapsos nesse quesito (há quem nem sequer utiliza um antivírus e um aplicativo de firewall).
Hyppönen diz ainda que a convergência entre a telefonia móvel e o acesso à internet representa um perigo emergente. Embora existam poucos malwares destinados a infectar celulares (cerca de 400), se o problema não for combatido, a tendência é de que venha a crescer bastante.
A quem interessar possa, Mikko Hyppönen mantém um blog sobre segurança virtual, cujo endereço é www.f-secure.com/weblog).
Tenham todos um bom dia.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Revisitando o HD - segunda parte

Todo HD é formatado fisicamente na fábrica, quando então as superfícies dos pratos (ambas as faces são graváveis) são divididas em trilhas setores e cilindros. Drives antigos podiam - e precisavam - ser reformatados fisicamente, vez por outra, porque a contração e expansão dos pratos e a utilização de um prosaico motor de passo acabavam alterando a disposição das trilhas e dificultando ou inviabilizando a leitura dos dados. Já os drives atuais não apresentam mais esse tipo de problema - e nem podem ser reformatados fisicamente; ainda que existam softwares tidos e havidos como utilitários para formatação física, eles são simples ferramentas de diagnóstico - talvez um pouco mais eficientes que o chkdsk do XP, mas é só.

A propósito: não confunda formatação física com a formatação lógica - procedimento destinado a "inicializar" o HD - que pode ser feita, desfeita e refeita tantas vezes quantas você desejar, até porque isso não não altera a estrutura física do disco e nem interfere na forma como a controladora o utiliza, mas apenas permite ao SO "enxergar" as partições e criar parâmetros necessários para gerenciar o espaço disponível).

Voltando à "geometria" dos discos, as trilhas são "círculos concêntricos" numerados da borda para o centro (0, 1, 2, 3, e assim sucessivamente), enquanto que os setores (a menor "divisão física" do disco, já que cada setor tem apenas 512 bytes) são pequenas subdivisões dessas trilhas (cada trilha pode ter milhares de setores). E como a maioria dos HDs é composto por dois ou mais discos, existe também a figura do "cilindro", que corresponde aos conjuntos de trilhas de mesmo número nos vários pratos (o cilindro 1 é formado pela trilha 1 de cada face de disco, o cilindro 2, pela trilha 2, e assim por diante).

Com base nesses parâmetros, é possível determinar a capacidade de um HD multiplicando-se o número de cilindros pelo número de cabeças; o resultado, pelo número de setores, e o total, por 512 (já que, como vimos, são 512 bytes por setor). As trilhas externas possuem diâmetro superior ao das internas, e não só oferecem maior capacidade de armazenamento (nos discos antigos, o número de setores de cada trilha era sempre o mesmo, independentemente de seu diâmetro, o que resultava num brutal desperdício de espaço), mas também mais rapidez no acesso aos dados (por isso é que se recomenda instalar o sistema operacional na partição do início do disco).

O primeiro setor do HD, conhecido como setor de boot, setor zero, trilha zero ou MBR, é reservado para os parâmetros do boot (ali ficam registradas informações sobre qual sistema operacional está instalado, com qual sistema de arquivos o HD foi formatado e quais arquivos devem ser lidos para a inicialização). Além dele, mais alguns setores são reservados para a FAT (File Allocation Table) - uma espécie de "índice" que o sistema utiliza para saber quais áreas do disco estão ocupadas ou livres, e o que está gravado em cada cluster (a menor "porção" de espaço no disco que o SO é capaz de acessar). 

Toda vez que a máquina é ligada (ou reiniciada), um sinal elétrico dirige o controlador de programa da CPU para um certo endereço gravado no chip da placa-mãe que armazena o BIOS e o programa de inicialização, e comanda a realização do POST - teste que o processador faz em si mesmo e nos demais dispositivos e periféricos essenciais. Só depois disso - e se tudo estiver em ordem -, o sistema é carregado na RAM e assume o controle do computador.

O SO é responsável pela leitura e gravação dos dados, mas, no controle do tráfego de informações entre o disco e a memória RAM, ele conta com o auxilio do BIOS - que supervisiona a entrada e saída de informações. Quando você comanda a gravação de um arquivo, por exemplo, essa instrução é repassada ao SO, que altera a estrutura da FAT para indicar a presença daquele arquivo no diretório escolhido, seleciona os clusters disponíveis para armazenar os dados e repassa os endereço para o BIOS, que cuida dos detalhes físicos da gravação - ou seja, transfere os dados da RAM para o HD e solicita à controladora do disco que posicione as cabeças de leitura/gravação sobre os cluster correspondentes. 

Sempre que um arquivo não couber num cluster, o SO terá de localizar mais clusters disponíveis (tantos quantos forem necessários) e repassar suas coordenadas ao BIOS, até que o arquivo seja totalmente gravado no disco. Concluído esse processo, os cluster ocupados serão registrados na FAT, para que não sejam sobrescritos durante a gravação de outros arquivos.

Amanhã a gente conclui.

Abraços e até lá.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Revisitando o HD

Tanto as memórias quanto o HD têm importância fundamental no desempenho de um sistema computacional. E como a RAM já foi "revisitada" na postagem do último dia 7, vou agora fazer o mesmo com o HD - componente que muitos usuários veem como um simples repositório de dados e ao qual não dedicam grande atenção.

Vale lembrar que tanto a RAM (memória física do sistema) quanto o HD (memória de massa), a despeito de serem fabricados a partir de tecnologias distintas e de terem funções diferentes, são memórias e, portanto, têm suas capacidades expressas em bytes e seus múltiplos (KB, MB e GB).

Houve época em que os PCs não tinham discos rígidos; o SO e os programas eram carregados a partir de arcaicos disquetes (há quem ainda se lembre de máquinas antigas, que costumavam integrar dois, três ou mais "floppy drives"). O primeiro HD de que se tem notícia foi construído pela IBM em 1956, era composto por 50 pratos de 24 polegadas de diâmetro - essa monstruosidade armazenava 4.36 MB (5 milhões de caracteres, com 7 bits cada um) e custava mais de 30 mil dólares.

Passando ao que interessa, o HD é uma mídia magnética de alta capacidade, constituída basicamente por uma câmara (ou caixa) selada, em cujo interior existem um ou mais pratos metálicos (platters) montados sobre um eixo e acionados por um motor. Embora o número de pratos influencie diretamente a capacidade do drive, os fabricantes não costumam integrar mais do que quatro, para não dificultar nem encarecer demais a produção dos componentes.

A leitura e a gravação dos dados é feita por cabeças eletromagnéticas (Heads) que, presas a um braço móvel (Arm) acionado por um atuador, podem percorrem toda a superfície dos discos, e as altas rotações (entre 5.400 e 10.000 RPM, nos modelos atuais) formam uma "bolsa de ar" que as mantém afastadas alguns nanômetros da camada magnética - os drives não são fechados à vácuo; é preciso haver ar em seu interior para que esse efeito seja criado.

placa lógica é o "sistema nervoso" do HD, e tem por função, dentre outras coisas, monitorar a rotação do motor, o deslocamento do atuador e o uso do cache de memória, além de tomar decisões baseadas em informações enviadas pela controladora de disco da placa-mãe.

A capacidade de armazenamento dos HDs depende basicamente da densidade e do diâmetro dos discos. A camada magnética, que recobre ambas as faces de cada prato, é constituída por grãos microscópicos dispostos de forma uniforme; quanto menores forem esses grãos, mais fina e sensível será a superfície e mais alta a densidade de gravação. Considerando que HDs modernos giram a 7200 RPM (via de regra, quanto maior a rotação, melhor a performance) e leem dados a 50 MB/s (em setores sequenciais), seu desempenho é bastante satisfatório, especialmente com a adoção da gravação perpendicular, que permite - pelo menos em tese - construir discos com capacidade de até 10 TB!

O diâmetro dos discos vêm "encolhendo" sistematicamente. Embora superfícies menores reduzam a capacidade de armazenamento da mídia e elevem o custo do megabyte, discos muito grandes são pesados, desperdiçam energia, geram muito calor e ruído e não suportam gravações em velocidades altas, além de serem extremamente sensíveis a impactos (isso sem mencionar que o tamanho dos pratos acaba retardando o acesso aos dados - aspecto que, combinado com a rotação mais baixa, resulta numa sensível degradação do desempenho).

Resumo da ópera: drives de 3.5" combinam desempenho aceitável, boa capacidade de armazenamento e custo mais baixo por megabyte, sendo a solução ideal para desktops. Já os de 2.5", mais compactos, silenciosos, econômicos (no consumo de energia) e resistentes a impactos, são geralmente utilizados em notebooks.

Amanhã a gente continua.

Abraços a todos e até lá.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Dual Core, Core2Duo e companhia...

O processador é o "cérebro" do computador - seja ele um servidor, um desktop ou um notebook. Sua velocidade (frequência de operação, a bem dizer) sempre foi referência primária de desempenho, embora isso não seja tecnicamente correto, até porque uma CPU "menos veloz", dependendo da arquitetura e das soluções tecnológicas implementadas pelo fabricante, pode ter uma performance sensivelmente superior à de outros modelos "mais rápidos".
Enfim, importa mesmo dizer é que o multiprocessamento está se tornando padrão de mercado. PCs "parrudos" de fabricação recente (e até modelos de entra de linha) já integram CPUs de múltiplos núcelos operando a mais de 3.0 Ghz - ou seja, cada núcelo pode realizar mais de três bilhões de instruções por segundo!
Tradicionalmente, os PCs tinham processadores de apenas um núcleo (ou core, que é a parte responsável por executar o processamento propriamente dito), embora servidores com duas ou mais CPUs (independentes) sejam comuns há um bom tempo - afinal, duas cabeças pensam melhor do que uma, como se costuma dizer. Devido ao custo, todavia, essa solução não se popularizou nos computadores domésticos.
Para incrementar o poder de processamento dos PCs, diante da dificuldade de se produzir microchips com cada vez mais transistores e operando em frequências ainda mais elevadas - o que implica em superaqucimento e consumo exagerado de energia -, os desenvolvedores partiraram inicialmente para o hypertreading (tecnologia mediante a qual uma única CPU física faz o papel de duas CPUs "lógicas") e, mais recentemente, a integrar dois cores no mesmo CI. Tanto a AMD quanto a Intel já lançaram microprocessadores com dois, quatro ou mais núcleos (a Intel vem desenvolvendo um modelo de 80 núcleos que alcança a espantosa marca de 2 Teraflop (dois trilhões de operações de ponto flutuante por segundo).
Voltando ao que interessa, na hora de escolher seu novo PC - ou a CPU que será utilizada na montagem - saiba que existem opções para todos os gostos e bolsos, e que modelos diferentes, ainda que do mesmo fabricante, podem apresentar desempenho sensivelmente distinto. Tomando por base os produtos da Intel, vemos que os Pentium D (P4 duplicados, basicamente) apresentam desempenho inferior ao dos Dual-Core (que contam com dois núcleos encapsulados no mesmo chip, mas utilizam memória cache compartilhada), que são inferiores, por sua vez, aos Core 2 Duo (nos quais cada núcleo conta com uma memória cache exclusiva).
Seja como for, vale lembrar que processadores "multi-core" só exibem todo seu "poder de fogo" ao rodar programas especialmente desenvolvidos - o que ainda é exceção; a maioria dos softwares atuais é incapaz de explorar o multiprocessamento -, razão pela qual seu principal atrativo talvez seja apenas o desempenho um pouco melhor ao executar vários programas ao mesmo tempo (ou vários trechos de um mesmo programa), coisa que nem sempre é percebida pelos usuários comuns.

EM TEMPO: A Microsoft deve disponibilizar amanhã, terça-feira, 12 correções (sete consideradas "críticas" e cinco, "importantes") para falhas do Windows, Internet Explorer (linguagens VBScript e JScript), Office e IIS. Os problemas "menos sérios" envolvem o Vista, o Active Directory e o Microsoft Works.

Vamos atualizar nossos programas, pessoal!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Piadinha infame...

Eu pretendia dividir com vocês uma piadinha de informática, mas não achei nenhuma que se comparasse a essa anedota do Joãozinho:

Na escola, o menino reclama com a professora:
- Sou muito inteligente para estar no primeiro ano. Minha irmã está no terceiro ano e eu sou mais inteligente do que ela. Eu quero ir para o terceiro ano também.
Sentindo-se incapaz de resolver este problema, a professora manda o Joãozino para a diretoria e explica a situação ao diretor, que resolve testar o garoto:
- Joãozinho, quanto é 3 vezes 3?
- Nove - responde o menino.
- E quanto é 6 vezes 6?
- Trinta e seis.
Continua a bateria de perguntas que um aluno do terceiro ano deve saber responder, e Joãozinho acerta todas.
- Acho que temos mesmo que colocar o menino no terceiro ano - diz o diretor para a professora, que resolve fazer, ela também, algumas perguntas ao Joãozinho:
- O que é que a vaca tem quatro e eu só tenho duas? - pergunta a professora.
- Pernas - responde o menino.
- O que é que há nas suas calças que não há nas minhas? (O diretor arregala os olhos, mas não tem tempo de interromper).
- Bolsos - responde Joãozinho.
- O que é que entra na frente, na mulher, mas, no homem, só pode entrar atrás?
- A letra "M" - responde o garoto, diante do olhar espantado do diretor.
- Onde é que a mulher tem o cabelo mais enroladinho?
- Na África.
- O que é que entra duro e sai mole e pingando?
- Macarrão na panela.
- O que é que começa com "b", tem "c" no meio, termina com "a" e, para ser usada, é preciso abrir as pernas? (A essa altura, o diretor está paralizado!).
- A bicicleta - responde Joãozinho.
- Qual o monossílabo tônico que começa com a letra "C" termina com aletra"U" e ora está sujo, ora está limpo?
- O céu, professora!
- O que é que começa com "C", tem duas letras, um buraco no meio, e eu já dei para várias pessoas?
- CD!
Não mais se contendo, o diretor diz à professora:
- Puta que Pariu! Eu teria errado todas! Põe esse moleque como diretor, que vou fazer minha matrícula no terceiro ano.
Bom final de semana.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Revisitando a Memória RAM

Já falamos sobre a RAM em diversas oportinidades, aqui no Blog (nos posts de 21 e 22 de Janeiro, por exemplo, vimos que o upgrade de memória é uma forma relativamente barata e funcional de se incrementar o desempenho do sistema). Todavia, devido a alguns e-mails solicitando informações adicionais, resolvi dedicar mais estas linhas ao assunto.
A RAM (sigla de "memória de acesso aleatório", em inglês) é um componente fundamental em qualquer sistema computacional. É nela que são carregados e processados o sistema operacional, os aplicativos e os demais arquivos que manipulamos quando utilizamos o PC. Sua principal característica (e talvez seu maior "defeito") consiste no fato de ser "volátil" - ou seja, "perder" os dados armazenados quando desenergizada. Por essa razão, o boot - processo mediante o qual o sistema operacional e os aplicativos são transferidos para a memória a partir do HD - precisa ser refeito sempre que ligamos o computador.
Por outro lado, a RAM é muito mais rápida que o HD - um módulo DDR2-800MHz, por exemplo, apresenta tempo de acesso cerca de 300.000 vezes menor do que um disco moderno, de 7.200 RPM, e uma taxa de transferência contínua mais de 100 vezes maior.
Taxa de transferência, tempo de acesso e latência são parâmetros que definem a performance da memória. Para entender isso melhor, é preciso entender alguns conceitos de "informatiquês": O módulo do nosso exemplo realiza 800 milhões de transferências (leituras ou escritas) por segundo, cada uma com 64 bites (8 bytes), resultando em 6.400 MB/s. O tempo de acesso é a combinação do tempo de busca e do tempo de latência, ou seja, o tempo médio necessário para realizar um acesso a um endereço aleatório da memória. Já a latência, medida em nanosegundos (1 ns = 1 bilionésimo de segundo), corresponde ao intervalo mínimo entre cada ciclo de leitura que o módulo suporta (quanto menor ela for, maior será a freqüência máxima em que o módulo poderá operar).
Pelo exposto, fica fácil entender porque a quantidade de memória é um diferencial preponderante no desempenho global da máquina: se ela for insuficiente, o sistema terá de recorrer ao swap-file (memória virtual simulada pelo HD), o que resulta numa lentidão bastante expressiva.
Existem vários "sabores" de RAM, sendo a DRAM (RAM dinâmica presente nos módulos de memória que instalamos em nossas placas-mãe) o mais comum. Com a evolução tecnológica, ela foi se tornando cada vez mais barata (na época dos PCs 486, pagava-se 40 dólares por megabyte; hoje, por esse mesmo valor, dá para comprar um módulo de 512 MB). Concomitantemente, todavia, as exigências dos sistemas e programas também aumentaram: enquanto o MS-DOS rodava com 2 ou 4 MB de memória, o XP e o Vista requerem, respectivamente, 512 MB e 1 GB (ou mais) para rodar com "fôlego".
A RAM é disponibilizada em pentes de diversas capacidades. Dependendo do número de slots existentes em sua placa, você pode adicionar sem problema algum um pente de 512 MB ao de 256 MB que veio com seu computador, por exemplo, totalizando 768 MB. Mas é importante atentar para o tipo de memória suportada, já que as tradicionais SDRAM - nas quais o controlador realiza apenas uma leitura por ciclo -, embora sejam usadas apenas em computadores antigos, como os Intel Pentium II e III e AMD Athlon e Duron soquete A, ainda dividem espaço nas prateleiras com as DDR e DDR2 - que são bem mais rápidas, pois fazem duas e quatro operações de leitura por ciclo de clock, respectivamente (como não é mais fabricada, a memória SDRAM é mais cara e difícil de encontrar do que as DDR/DDR2).
Note também que memórias de tecnologias diferentes não são compatíveis ou intercambiáveis entre si. É possível diferenciar os módulos visualmente pelos chanfros que existem em suas trilhas de contatos (que "casam" com os ressaltos existentes nos soquetes da placa-mãe). As SDRAM possuem dois chanfros, enquanto que as DDR, apenas um. Já nas DDR2, além de o chanfro ser posicionado de forma diferente, os módulos têm um número maior de contatos (são 240 pinos contra 184 das DDR convencionais), sendo que alguns modelos trazem ainda um dissipador metálico de calor, que lhes permite operar em freqüências mais altas. Determinados placas-mãe, fabricadas em épocas de transição - quando uma tecnologia de memória é substituída por outra - integram soquetes de dois tipos, permitindo instalar pentes SDRAM/DDR, DDR/DDR2 ou DDR2/DDR3 (desde que não se "misturem" módulos de categorias distintas).
Há outras tecnologias de memórias de acesso aleatório, dentre as quais a SRAM(RAM estática), que é uma memória ultra-rápida, geralmente usada como cache em processadores e outros dispositivos de hardware (uma pequena quantidade é capaz de agilizar sobremaneira o acesso às informações mais requisitadas). Além dela, temos a MRAM (quase tão rápida quanto a SRAM, mas que consome menos energia e suporta um número quase ilimitado de ciclos de leitura e gravação - se não fosse extremamente cara, poderia substituir com vantagens os demais tipos de memórias usados nos computadores) e a Flash (capaz de reter os dados por longos períodos, mesmo à ausência de alimentação elétrica), que é amplamente utilizada em cartões de memória, pendrives, discos rígidos SSD, câmeras digitais, telefones celulares e palmtops). Mas isso já é outra história e fica para outra vez.

Em tempo: Uma das grandes reclamações dos usuários de PCs é a demora no processo de boot. Esse problema talvez venha a ser minimizado (ou resolvido) com a adoção dos discos SSD, mas, até que isso ocorra, você pode reduzir substancialmente o tempo de "inicialização" se, ao invés de desligar seu PC, colocar o sistema em "Espera" ou em "Hibernação".No primeiro caso, a máquina permanece em "animação suspensa" (a maioria dos componentes é desligada e o clock do processador é reduzido, mas os módulos de memória permancem ativos); no segundo, embora ela seja totalmente desligada (podendo inclusive ser desconectada da tomada), o conteúdo da memória é salvo integralmente no HD de uma maneira que possibilita sua restauração se dar bem mais rapidamente do que na inicialização convencional.

Um bom "resto" de semana a todos.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Carnaval

Parece que 2008 começou ontem, mas já estamos às vésperas do Carnaval - festa pagã regida pelo ano lunar e resgatada pelo Crisitanismo, que começava originalmente no dia de Reis e acabava na quarta-feira de cinzas, às vésperas da Quaresma.
A propósito, muita gente estranha o fato de o Carnaval não ter data fixa no calendário, ou seja, ele tanto pode "cair" no começo ou em meados de Fevereiro quanto no mês de Março. Isso acontece porque os feriados católicos têm por base a Páscoa - que ocorre no primeiro domingo após a primeira lua cheia posterior ao dia 21 de Março. Assim, a sexta-feira da Paixão é a que antecede o Domingo de Páscoa, a terça-feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa e o feriado de "Corpus Christi", 60 dias após a Páscoa.
Deixando de lado essa "cultura inútil", passemos às nossas tradicionais piadinhas de sexta-feira:

Dois amigos se encontram:
- Você sabia que o Arnaldo está hospitalizado? - comenta um deles. - O cara tá mal, parece que nem dá pra reconhecer direito...
- Não pode ser! - estranha o outro. - Ainda ontem eu vi o Arnaldo num baile de carnaval, dançando com uma loira deliciosa!
- Pois é - diz o primeiro -, a mulher dele também viu!

No Rio de Janeiro, marginais invadem um baile de Carnaval onde estão muitas personalidades, e achando que podem arrecadar mais fazendo alguns reféns, agarram o Lula, o Latino e o Ronaldinho e pedem um milhão como resgate. As negociações não levam a nada e eles resolvem matar os reféns, mas prometem conceder a cada um deles um último desejo.

Lula diz que tinha preparado um discurso de três horas para ler na festa, e que não gostaria de morrer sem antes declamar sua obra-prima. Os assaltantes prometem atender o pedido e perguntam ao Latino qual será o dele.
- Eu estava para apresentar meu CD inédito na festa e iria cantar as 14 músicas. Não gostaria de morrer sem cantá-las uma única vez!
Os assaltantes concordam também com essa exigência e indagam ao Ronaldinho qual seria sua última vontade. O dentuço responde:
- Olha, se vocês não se importam, eu gostaria de ser o primeiro a ser executado!

Bom Carnaval a todos. Brinquem, descansem, divirtam-se, enfim... mas não exagerem.
Até a próxima.